{"id":28,"date":"2008-03-22T14:43:45","date_gmt":"2008-03-22T17:43:45","guid":{"rendered":"http:\/\/educas.com.br\/blog\/?p=28"},"modified":"2008-03-22T14:43:45","modified_gmt":"2008-03-22T17:43:45","slug":"narrativas-e-praticas-sobre-o-oficio-de-professor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/educas.com.br\/blog\/narrativas-e-praticas-sobre-o-oficio-de-professor\/","title":{"rendered":"Narrativas e Pr\u00e1ticas Sobre o Of\u00edcio de Professor"},"content":{"rendered":"<p>Isabel Maria Sabino de Farias (UECE)<br \/>\nAna Ignez Lima Bel\u00e9m Nunes (UECE)<br \/>\nDele Lima Nogueira (MAE\/UECE)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Pensar o passado n\u00e3o deve ser visto como exerc\u00edcio de saudosismo, mera curiosidade ou erudi\u00e7\u00e3o (&#8230;) \u00c9 compreendendo o passado que podemos dar sentido ao presente e projetar o futuro. (Aranha, 1996)<\/em><\/p>\n<p><strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A contribui\u00e7\u00e3o das narrativas dos professores na compreens\u00e3o dos saberes fundamentais a forma\u00e7\u00e3o e autoforma\u00e7\u00e3o daqueles que elegeram a doc\u00eancia como seu campo de atua\u00e7\u00e3o profissional \u00e9 mat\u00e9ria de crescente interesse no campo da historiografia educacional brasileira. Considerando este ponto de partida, este ensaio aborda a profiss\u00e3o docente e a constru\u00e7\u00e3o de sua identidade no Cear\u00e1, na segunda metade do s\u00e9culo XX, a partir da experi\u00eancia de vida de educadores locais. Toma como refer\u00eancia notas biogr\u00e1ficas de tr\u00eas educadoras que exerceram protagonismo no cen\u00e1rio educacional de Aquiraz, munic\u00edpio cearense que se destaca na historiografia local como primeira capital do Estado. O trabalho\u00a0 \u00e9 resultado da pesquisa Of\u00edcio de professor no Cear\u00e1 \u2013 lembran\u00e7as de vida (OPEM), proposta vinculada a iniciativa mais ampla\u00a0 apoiada pelo CNPq.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A id\u00e9ia de resgatar a mem\u00f3ria de educadores locais tem como pressuposto a necessidade de ampliar o espectro de informa\u00e7\u00f5es sobre os professores cearenses e sua contribui\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio educacional. A hist\u00f3ria de vida de docentes que viveram e fizeram a educa\u00e7\u00e3o cearense emergiu, assim, como uma op\u00e7\u00e3o para prosseguir adiante. Esta estrat\u00e9gia metodol\u00f3gica se insere no campo da pesquisa com hist\u00f3ria oral e tem sido retomada com mais \u00eanfase nas \u00faltimas d\u00e9cadas como forma de democratiza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Isto porque ela tem servido de contraponto \u00e0 hist\u00f3ria tradicional, cuja \u00eanfase encontra-se nos documentos escrito e nos her\u00f3is, relegando os demais sujeitos ao papel de meros coadjuvantes (SIMSON, 1998).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por permitir registrar o que ainda n\u00e3o se cristalizou em documenta\u00e7\u00e3o escrita, o n\u00e3o conservado, o que tende a desaparecer se n\u00e3o for registrado (QUEIROZ, 1988), a hist\u00f3ria de vida apresentou-se como procedimento f\u00e9rtil \u00e0 compreens\u00e3o da sociedade atrav\u00e9s do olhar dos indiv\u00edduos que nela vivem (VIEIRA e MATOS, 2001). A ado\u00e7\u00e3o desse enfoque partiu do entendimento de que a hist\u00f3ria oral fundamenta-se na id\u00e9ia de que os sujeitos s\u00e3o seres de mem\u00f3ria e reflexividade que interpretam, significam e resignificam o mundo, suas vidas e experi\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, a hist\u00f3ria de vida das entrevistadas possibilitou a compreens\u00e3o da realidade vivenciada no cen\u00e1rio educacional aquirazense em meados da segunda metade do s\u00e9culo XX. Ademais, como lembra Catani (1998), o fato de narrar a sua vida favorece a constitui\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria pessoal e coletiva, inserindo o sujeito professor \u201cnas hist\u00f3rias\u201d e possibilitando, a partir desse exerc\u00edcio, a compreens\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o de suas pr\u00e1ticas. Ainda que cada depoimento contenha a sua particularidade, \u00e9 poss\u00edvel identificar semelhan\u00e7as nas informa\u00e7\u00f5es transmitidas devido ao fato das educadoras dividirem o mesmo contexto s\u00f3cio-hist\u00f3rico, conforme pode ser acompanhado na se\u00e7\u00e3o a seguir.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/educas.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/03\/NARRATIVAS-E-PR\u00c1TICAS-SOBRE-O-OF\u00cdCIO-DE-PROFESSOR.pdf\">Ler artigo completo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isabel Maria Sabino de Farias (UECE) Ana Ignez Lima Bel\u00e9m Nunes (UECE) Dele Lima Nogueira (MAE\/UECE) Pensar o passado n\u00e3o deve ser visto como exerc\u00edcio de saudosismo, mera curiosidade ou erudi\u00e7\u00e3o (&#8230;) \u00c9 compreendendo o passado que podemos dar sentido ao presente e projetar o futuro. (Aranha, 1996) 1. 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